Especial Mês da Mulher: Os Desafios do Mercado de Trabalho

Por que elas ganham menos, mesmo tendo mais escolaridade?



Por CCPLBarueri - Publicado em 23/03/2021

Especial Mês da Mulher: Os Desafios do Mercado de Trabalho
No mês da mulher, os Centros de Capacitação Profissional e Lazer de Barueri, prepararam uma série de publicações criativas e informativas para promover a reflexão sobre a importância de falar sobre a desigualdade e a violência que as mulheres vem sofrendo no Brasil e no mundo. A primeira é sobre a desigualdade entre homens e mulheres no mercado de trabalho, que vai desde a falta de oportunidades até a diferença salarial.

No Brasil, elas ganham em média 53% menos que eles em todos os cargos, áreas de atuação e níveis de escolaridade. Em cargos de liderança, a discrepância é ainda maior. Cerca de 25,85% dos presidentes de empresas são mulheres. E quando elas chegam lá, recebem em média 32% a menos que os homens. A área que tem a maior disparidade é a jurídica, com 52,7%. O Brasil ocupa a 85° Posição de um ranking de 145 países feito pelo Fórum Econômico Mundial sobre desigualdade de gênero.

Em um cenário mundial, a estimativa é que a equiparação entre os gêneros ocorra em 2133, ou seja, oportunidade e salários iguais de trabalho no mundo todo, além de participação equânime na política e na economia e acesso a saúde e educação. Apenas 2 a cada 5 funcionários públicos de alto escalão, diretores e legisladores são mulheres. Dos cargos públicos ao redor do mundo, apenas 15% são ocupados por mulheres.

A equiparação entre homens e mulheres pode ser boa para a economia. Um exemplo de sucesso é a Suécia, que passou quadro décadas investindo nas famílias, para que as mulheres pudessem trabalhar sem se preocupar em ter ou não filhos. Lá, mãe e pai têm o direito a ficar com o filho por 16 meses e a licença pode ser tirada em pedaços até que a criança tenha 8 anos. Isso ajudou a diminuir o desemprego no país.







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